Curiosidades sobre 18 escritores brasileiros – Parte 1
Coisas que você não sabia sobre os grandes nomes da literatura brasileira.

O Brasil tem em sua história uma variedade de escritores que mudaram e influenciaram toda uma geração de leitores e autores. Mas muita gente mesmo já tendo lido as obras desses escritores, não fazem ideia do passado curioso e peculiar que muitos deles tinham, desde acontecimentos até feitos e conquistas durante a vida. Veja só:

  1. Cecília Meireles

A poetisa criou a primeira biblioteca infantil do país em 1934. Ela foi a primeira mulher a ter um livro premiado pela Academia Brasileira de Letras (Viagem, de 1939).

  1. Clarice Lispector

A escritora nasceu no dia 10 de dezembro de 1920 em Tchetchenillk, na Ucrânia. Seu verdadeiro nome era Haia, que significa “vida”. Quando tinha 1 ano e três meses de idade, seus pais vieram para o Brasil com as três filhas e foram morar primeiro em Maceió e depois no Recife. Clarice ficou órfã de mãe aos 9 anos e poucos anos mais tarde a família mudou-se para o Rio de Janeiro.

  1. Euclides da Cunha

O jornalista republicano, autor da obra-prima Os Sertões, foi expulso da Escola Militar em 1889. Ele atirou seu sabre no chão diante do então ministro da Guerra, Tomás Coelho, irritado com seus companheiros que não respondiam a uma manifestação contra o Império previamente combinada. Em 1909, Euclides morreu depois de trocar tiros com o amante de sua mulher, o jovem militar Dilermando Cândido de Assis. Euclidinho, seu filho, tentou vingá-lo, mas foi morto pelo mesmo assassino do pai.

  1. Graciliano Ramos

O autor de Vidas Secas costumava escrever seus livros pela manhã. Fazia todos os textos à mão. Graciliano nunca escreveu o último capítulo de sua célebre obra Memórias do Cárcere. O livro, que relata sua experiência na prisão, só foi publicado depois de sua morte. Vidas Secas, outra obra-prima, só ganhou esse nome em cima da hora da publicação. Seu título original era O Mundo Coberto de Penas, que nomeia o penúltimo capítulo da obra.

  1. Guimarães Rosa

Sua família o chamava de Joãozito. Quando tinha seis anos, leu, em francês, seu primeiro livro: Les Femmes Qui Aimment. Foi autodidata, estudando sozinho os idiomas alemão e russo. A riqueza regional de suas obras vem de um hábito que sempre cultivou: andava pela zona rural com um caderninho pendurado no pescoço, onde anotava expressões populares e nomes de plantas e animais.

  1. João Ubaldo Ribeiro

O escritor baiano teve uma educação muito rígida. Quando criança, seu pai o obrigava a ler clássicos ingleses na língua original. Isso fez com que dominasse tão bem o idioma que ele próprio traduziu para o inglês seus livros “Sargento Getúlio” e “Viva o povo brasileiro”. Ele foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 7 de outubro de 1993, para a Cadeira 34, sucedendo Carlos Castello Branco. Foi recebido em 8 de junho de 1994, pelo acadêmico Jorge Amado.

  1. Jorge Amado

Nunca na história política do Brasil um escritor foi tão perseguido pela polícia quanto Jorge Amado. Ele foi preso na década de 1940, acusado de participar de um levante comunista contra o Governo de Getúlio Vargas. Ficou na mesma cela que o historiador Caio Prado Jr. (1907-1990). Era a mesma onde o escritor Monteiro Lobato já havia estado.

  1. José de Alencar

O apelido de infância do escritor era Cazuza. Sua peça teatral As asas estreou em 1858. Três dias depois, foi vetada pela censura por ser considerada imoral: contava a história de uma prostituta que se regenerara por amor. Foi o primeiro escritor brasileiro a desenvolver o gênero literário do romance.

  1. Luis Fernando Verissimo

Filho do escritor Érico Verissimo, ele e a irmã escreviam o jornalzinho O Patentino com notícias sobre a família, quando eram crianças. A publicação era afixada na parede do banheiro. Seu primeiro livro, O Popular, foi publicado em 1973.

Gostou da lista?
Não esqueça de conferir a segunda parte!