Curiosidades sobre 20 escritores brasileiros – Parte 2
Coisas que você não sabia sobre os grandes nomes da literatura brasileira.

Continuando a lista das curiosidades sobre os grandes escritos do Brasil, veja só as coisas que você provavelmente nem fazia ideia sobre eles:

  1. Machado de Assis

Era bisneto de escravos e filho de Joaquim, um pintor de paredes mulato, e de Maria Leopoldina, uma lavadeira. Ele nasceu no Morro do Livramento, ficou órfão de mãe aos 3 anos e de pai, aos 11. Não frequentou escola e tornou-se vendedor de balas na rua para a tia doceira.

  1. Mário de Andrade

Ao longo da vida, correspondeu-se com cerca de 1.100 pessoas. Na literatura, trocou cartas com Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade e Cecília Meirelles. Na música, com Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Francisco Mignone, Souza Lima. Na pintura, com Anita Malfatti, Lasar Segall, Tarsila do Amaral. Metódico e organizado, o escritor arquivou 7 mil cartas em pastas e, em seu testamento, determinou que elas só poderiam ser abertas no ano do cinquentenário da sua morte. O cofre foi aberto em janeiro de 1995.

  1. Millôr Fernandes

Milton Viola Fernandes nasceu no dia 16 de agosto de 1923, no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. Só foi registrado no ano seguinte, tendo como data oficial de nascimento 27 de maio de 1924. Em sua certidão de nascimento, grafada à mão, parecia que seu nome era Millôr, e não Milton. Daí o apelido.

  1. Monteiro Lobato

Aos 11 anos, resolveu trocar de nome. De José Renato Monteiro Lobato, ele passou a se chamar José Bento Monteiro Lobato. Fez isso para usar uma bengala de seu pai que tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas.

  1. Nelson Rodrigues

Depois de passar 4 anos internado em Campos do Jordão (SP), recuperando-se de uma tuberculose, Nelson escreveu sua primeira peça teatral, A mulher sem pecado, em 1939. Além de textos para o teatro, também foi colunista de inúmeros jornais (Correio da Manhã, O Jornal, Última Hora, Jornal dos Sportes, Manchete Esportiva e Jornal do Brasil) e escreveu uma novela, A Morta Sem Espelho, veiculada pela TV Rio.

  1. Olavo Bilac

Em 1889, o jornalista João Carlos Pardal Mallet desafiou Olavo Bilac a um duelo, ofendido com a saída do poeta do jornal A Rua, sob sua direção. Marcado para 19 de setembro, o confronto foi adiado duas vezes porque a polícia os vigiava. Finalmente, no dia 24, Pardal Mallet e Bilac se enfrentaram, sem testemunhas, com espadas. A luta durou apenas 4 segundos. Mallet foi ferido na barriga, sem gravidade. Foi o bastante para que, conforme as regras, o confronto terminasse.

  1. Oswald de Andrade

Teve cinco esposas. A primeira a assumir oficialmente o posto foi Maria de Lourdes Olzani, a Deisi. Os dois se casaram em 1917. Depois, subiu ao altar em 1926 com a pintora Tarsila do Amaral. Para poder se casar com Tarsila, o escritor foi até Roma participar de uma audiência com o Papa, solicitando a anulação do primeiro matrimônio dela. O escritor Mário de Andrade chamava o casal de “Tarsiwald”. O casal ficou junto até 1929. O motivo da separação foi o romance de Oswald com a escritora comunista Patrícia Galvão (Pagu), que se tornou sua terceira esposa em 1930.

  1. Paulo Coelho

Estima-se que a fortuna pessoal do escritor esteja na casa dos 120 milhões de reais. Ele fatura em torno de 40 milhões a cada ano que lança um novo livro. Sua obra já foi traduzida para 56 idiomas e publicada em 150 países. Já foram vendidos mais de 300 milhões de livros do autor pelo mundo. O Alquimista já esteve em primeiro lugar da lista dos livros mais vendidos em 18 países. O autor disse ter gastado apenas 15 dias para escrever o livro. Na Feira Internacional do Livro 2003, em Frankfurt (Alemanha), Paulo se tornou o autor que autografou, em uma só noite, o maior número de traduções (53 no total) de uma só obra, O Alquimista. A marca entrou para o Livro dos Recordes.

  1. Rachel de Queiroz

Foi a primeira mulher a ingressar para a Academia Brasileira de Letras. Ela foi eleita em 4 de agosto de 1977 e tomou posse em 4 de novembro do mesmo ano. Rachel de Queiroz escreveu o livro O Quinze escondida dos pais, na adolescência. Ela tinha problemas pulmonares e a mãe mandava que fosse dormir cedo. Quando todos da casa já haviam deitado, Rachel ia para a sala com o caderno do colégio e um lápis. Ficava deitada no chão, escrevendo sob a luz de um lampião.